Erros financeiros comuns de quem trabalha por diária

Você trabalha o mês todo. Ganha seu dinheiro honestamente, mas no final do mês parece que não sobra nada? Ou pior, falta? 

Você não está sozinho. Trabalhar com uma renda variável é desafiador e, sem organização financeira, fica ainda mais difícil.

Essa é uma realidade de muitas pessoas e também uma modalidade que garante flexibilidade e autonomia, sendo uma alternativa interessante para quem busca complementar a renda. 

Quando você trabalha por diária e recebe um valor para cada serviço que presta, é preciso controlar melhor sua renda, para não passar sufoco. Monte um orçamento que prevê as oscilações diante da sua realidade.

Se você é freelancer, babá, diarista, faxineira, pintor, pedreiro, eletricista, cabeleireira, manicure, trabalha em evento, é motorista de aplicativo ou qualquer outro profissional que recebe por dia trabalhado, este texto é para você. Vamos falar sobre os erros financeiros mais comuns de quem vive de diária e, principalmente, como evitá-los para você ter mais controle sobre seu dinheiro.

A realidade de quem trabalha por diária no Brasil

Diferentemente dos empregos tradicionais, que geralmente têm salário fixo, vínculos empregatícios formais e benefícios, quem trabalha por diária possui remuneração variável e ausência de garantias trabalhistas. O principal benefício está na flexibilidade de escolher quando e quanto trabalhar, possibilitando que o profissional monte sua rotina.

Entretanto, trabalhar por diária significa ter renda irregular. A remuneração vai variar conforme a quantidade de serviços prestado, há instabilidade na renda.

Tem mês que você faz 20 diárias, tem mês que faz 12. Tem época que os clientes chamam bastante, tem época que o telefone nem toca. Segundo dados de 2025, uma diarista, por exemplo, ganha em média entre R$ 1.600 e R$ 2.500 por mês, dependendo da região e da quantidade de trabalhos.

O valor da diária também varia muito. Em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, uma diária completa custa entre R$ 120 e R$ 180. Mas isso não significa que todo mês você vai fazer o mesmo número de diárias. É aí que mora o perigo financeiro.

A falta de estabilidade ainda impacta na capacidade de investimento e na capaciidade para lidar com imprevistos.

Usaremos o exemplo da diarista, pois encontramos dados interessantes para compartilhar. Interprete como se fosse um freelancer ou outro trabalho, ajuste conforme a sua realidade, beleza?

Além disso, 65,7% das trabalhadoras domésticas não contribuem para a Previdência, o que significa aposentadoria comprometida e nenhuma proteção em caso de doença. E cerca de 40% das diaristas vivem em situação de pobreza ou extrema pobreza.

Essa instabilidade exige cuidado redobrado com dinheiro. Mas muita gente comete os mesmos erros, que vamos destrinchar agora.

Erro 1: Gastar como se todo mês fosse igual

Esse é o erro número um de quem trabalha por diária. Você teve um mês bom, fez 22 diárias, ganhou R$ 3.300. Aí você começa a gastar baseado nesse valor, comprando coisas, parcelando no cartão, aumentando o padrão de vida.

No mês seguinte, você só consegue 14 diárias e ganha R$ 2.100. Mas os gastos continuam os mesmos. As parcelas do cartão continuam as mesmas. E falta dinheiro.

Por que isso acontece:

Quando você recebe um dinheiro bom, acaba gastando mais. É quase natural. Mas, se a sua renda é variável, exige outro tipo de mentalidade: você precisa calcular sua média mensal, não o melhor mês.

O que fazer:

Calcule sua renda média dos últimos 6 meses. Pega tudo, soma quanto você ganhou em cada um e divida por 6. Esse é o valor que você REALMENTE ganha por mês, em média.

Exemplo:

  • Janeiro: R$ 2.400
  • Fevereiro: R$ 1.800
  • Março: R$ 2.600
  • Abril: R$ 2.200
  • Maio: R$ 1.900
  • Junho: R$ 2.500

Total: R$ 13.400 ÷ 6 = R$ 2.233 por mês

Organize seus gastos com base na média, não no melhor mês. Se sua média é R$ 2.233, esse é o valor que você tem para trabalhar. Nos meses que ganhar mais, guarde a diferença. Nos meses que ganhar menos, use o que guardou.

Crie uma reserva para os meses ruins. Sempre que ganhar acima da média, separe pelo menos 30% da diferença. Se você ganhou R$ 3.000 e sua média é R$ 2.233, separe R$ 230 (30% de R$ 767). Esse dinheiro vai salvar você nos meses fracos.

Erro 2: Não separar o dinheiro das despesas fixas

Você recebe R$ 150 da diária, guarda no bolso ou deixa na conta. No mesmo dia, precisa comprar alguma coisa e usa esse dinheiro. Na outra semana, precisa pagar o aluguel e não tem mais.

Quando a renda é variável, você não pode confiar que “vai dar”. Você precisa garantir que as contas essenciais estejam separadas ANTES de gastar com qualquer outra coisa.

O que fazer:

Liste todas as suas despesas fixas mensais:

  • Moradia (aluguel, prestação, condomínio): R$ ____
  • Gás, Luz e Água: R$ ____
  • INSS (MEI ou contribuição): R$ ____
  • Remédios de uso contínuo: R$ ____
  • Celular: R$ ____
  • Transporte básico: R$ ____
  • Alimentação essencial: R$ ____

Some tudo. Esse é o valor que você PRECISA garantir todo mês, sem exceção.

Separe esse dinheiro assim que receber cada diária. A cada diária que você fizer, separe imediatamente o valor das contas fixas.

Entenda como ajustar o seu orçamento, separe uma porcentagem de cada diária que receber para o pagamento das despesas fixa, o importante é separar alguma parte. Se esforce para não mexer nessa quantia.

Exemplo: Recebeu R$ 150? Separa uma parte numa conta ou envelope específico para despesas fixas. O restante você pode usar para alimentação variável, transporte, emergências eventuais e, se sobrar, lazer. Avalie de acordo com sua realidade e necessidades.

Use o método dos envelopes ou crie contas separadas. Pode ser literal (envelope de papel) ou digital (Caixinha do Nubank, Porquinho do Inter). O importante é que esse dinheiro fique separado e você não mexa até a hora de pagar as contas.

Erro 3: Não contribuir para o INSS

Esse é um erro silencioso que você só vai sentir lá na frente, quando chegar a hora de se aposentar ou quando ficar doente e precisar de auxílio.

Em 2024, 65,7% das trabalhadoras domésticas não contribuíam para a Previdência. Isso significa que mais da metade das pessoas que trabalham por diária estão sem proteção nenhuma para o futuro.

“Mas a contribuição é cara!” Sim, pode ser. Mas tem formas mais baratas de contribuir, e é melhor pagar menos do que não pagar nada.

O que fazer:

Registre-se como MEI (Microempreendedor Individual). Desde 2015, a profissão de diarista pode se registrar como MEI. O custo é fixo e baixo: R$ 75,90 por mês (valor de 2025).

Vantagens do MEI:

  • Contribui para o INSS com apenas 5% do salário mínimo
  • Tem direito à aposentadoria por idade
  • Tem direito a auxílio-doença
  • Tem direito a salário-maternidade
  • Pode emitir nota fiscal
  • Comprova renda para crédito

Cuidado importante: Como MEI, você só pode trabalhar até 2 dias na semana para o mesmo cliente. Se trabalhar 3 dias ou mais para o mesmo cliente, vira vínculo empregatício e ele precisa te registrar.

Se não puder ser MEI, contribua como autônoma. Você pode contribuir com 11% do salário mínimo (Plano Simplificado) garante benefícios do INSS, mas limita a aposentadoria ao valor de um salário mínimo e não dá direito à aposentadoria por tempo de contribuição. Se contribuir com 20% (Plano Normal) você terá acesso a todos os benefícios e possibilita a aposentadoria por tempo de contribuição. 

É possível também a complementação dos 11% para 20% para quem deseja os direitos completos.

Inclua essa despesa no seu orçamento fixo. Contribuir para o INSS parece opcional, mas é investimento no seu futuro. Sugiro que coloque isso como conta fixa, igual aluguel e luz.

Exemplo com salário mínimo de R$ 1.518:

  • MEI: R$ 75,90/mês
  • Plano simplificado (11%): R$ 166,98/mês
  • Plano normal (20% da renda): se você ganha R$ 2.000, paga R$ 400/mês

Erro 4: Usar o cartão de crédito como se fosse renda

Esse é um dos maiores vilões de quem tem renda variável. Você não fez muitas diárias esse mês, o dinheiro está curto, mas precisa comprar comida, pagar conta. Aí usa o cartão de crédito.

No mês seguinte, mesmo que você faça mais diárias, o dinheiro já está comprometido com a fatura do cartão. E começa a bola de neve.

Por que isso é perigoso:

Cartão de crédito não é extensão da sua renda. É dívida. E quando você não paga a fatura completa, os juros são os mais altos do mercado: podem chegar a 400% ao ano.

Além disso, quando sua renda é irregular, você não tem garantia de que no próximo mês vai conseguir pagar. Aí a dívida só cresce.

O que fazer:

Use cartão de crédito só se você já tiver o dinheiro para pagar. O cartão pode ser útil para organizar pagamentos ou ganhar alguns dias a mais. Mas só use se o dinheiro para pagar já estiver separado.

Se você já está com dívida no cartão:

  1. Pare de usar imediatamente. Corte o cartão se precisar. Literalmente.
  2. Negocie a dívida. Ligue para o banco, explique sua situação, peça desconto e parcelamento sem juros. Bancos preferem receber menos do que não receber nada. Use o Serasa Limpa Nome para encontrar acordos com desconto.
  3. Pague o que conseguir, mas pague. Mesmo que seja R$ 50 por mês, é melhor do que deixar a dívida crescer.

Prefira débito ou pix. Se você não tem o dinheiro agora, não compre. Simples assim.

Erro 5: Não ter reserva de emergência

Quando você trabalha por diária, emergência não é “se” vai acontecer, é “quando” vai acontecer. Vai ter mês fraco. Vai ter cliente que cancela. Vai ter época do ano que ninguém chama. Você ou alguém da família vai ficar doente. Algo vai quebrar em casa.

E se você não tem uma reserva, qualquer imprevisto vira desespero ou dívida.

O que fazer:

Comece pequeno, mas comece. Não precisa ser R$ 1.000 de primeira. Comece guardando R$ 20, R$ 50, R$ 100 por mês. O importante é criar o hábito.

Meta realista: Guarde o equivalente a 3 meses das suas despesas fixas. Se suas contas essenciais somam R$ 1.500 por mês, sua reserva ideal é R$ 4.500. Parece muito? É. Mas você não precisa fazer isso em 1 mês.

Onde guardar:

  • Caixinha do Nubank: Rende 100% do CDI, você pode sacar quando quiser
  • Porquinho do Inter: Mesma coisa, rende CDI e liquidez diária
  • Poupança: Rende menos, mas é simples se você não tem banco digital

Nunca guarde em dinheiro físico em casa. Além de não render nada, você corre o risco de gastar ou ser roubado.

Como construir:

  • Mês 1-3: Guarde R$ 50 por mês = R$ 150
  • Mês 4-6: Guarde R$ 100 por mês = R$ 300
  • Mês 7-12: Guarde R$ 150 por mês = R$ 900
  • Total em 1 ano: R$ 1.350

Em um ano você tem uma reserva que te salva em pelo menos 1 mês de aperto. Continue assim e em 3 ou 4 anos você tem sua reserva completa de 3 meses.

Erro 6: Não controlar os gastos (não saber para onde o dinheiro vai)

Você trabalhou o mês inteiro, fez suas diárias, recebeu, mas quando chega no final do mês não tem mais nada e você nem sabe onde gastou.

“Foi no supermercado, na farmácia, no busão…” Mas quanto exatamente? Em que? Dava para ter gasto menor?

Sem controle, você não tem ideia se está gastando mais do que ganha, onde pode economizar ou se está tomando decisões financeiras certas.

O que fazer:

Anote TUDO que você gasta, todos os dias. Parece chato, mas depois de 1 semana vira hábito.

Use o que for mais fácil pra você:

  • App gratuito: Mobills, Organizze, Guia Bolso
  • Caderninho: funciona perfeitamente
  • Bloco de notas do celular: simples e rápido

Como anotar: Dia 3, pão foi R$ 5, ônibus foi R$ 10, almoço foi R$ 15 e remédio foi R$ 22, valor total: R$ 52.

No fim do mês, some tudo e separe por categorias:

  • Alimentação: R$ ____
  • Transporte: R$ ____
  • Saúde: R$ ____
  • Lazer: R$ ____
  • Outros: R$ ____

Compare com o que você ganhou: Ganhou R$ 2.000 e gastou R$ 2.400, então aqui faltou R$ 400. Agora você sabe quanto é o “problema” e pode ajustar melhor o próximo mês.

Erro 7: Misturar dinheiro pessoal com dinheiro do trabalho

Se você gasta com material para o trabalho (produtos de limpeza, ferramentas, transporte para chegar nos clientes), precisa separar esse dinheiro dos seus gastos pessoais.

Muita gente não faz isso e acha que está ganhando mais do que realmente ganha.

Exemplo:
Você cobra R$ 150 por diária. Mas gasta R$ 25 de transporte ida e volta, mais R$ 15 de materiais (se você que leva). Seu lucro real não é R$ 150, é R$ 110.

Se você não calcular isso direito, vai achar que tem mais dinheiro do que realmente tem.

O que fazer:

Calcule seu custo com trabalho:

  • Transporte para o trabalho: R$ ____ por diária
  • Materiais que você leva: R$ ____ por diária
  • Desgaste de ferramentas/equipamentos (se usar): R$ ____ por mês ÷ número de diárias

Subtraia isso do valor que você cobra. Esse é seu ganho real.

Cobre mais se precisar. Se depois de descontar os custos você está ganhando pouco, talvez precise reajustar o valor da sua diária.

Separe o dinheiro. Quando você recebe, já separe o que é custo operacional do que é lucro seu.

Erro 8: Não buscar qualificação ou novos clientes

Muita gente fica dependendo de 2 ou 3 clientes fixos. Quando um cancela, a renda despenca. Ou fica anos cobrando o mesmo valor, sem reajustar, enquanto tudo fica mais caro.

Trabalhar por diária exige visão de negócio, mesmo que você seja autônomo. Você é seu próprio patrão e precisa pensar em crescimento.

O que fazer:

Sempre tenha mais clientes do que você precisa. Se você precisa fazer 15 diárias por mês para sobreviver, tenha clientes para fazer 20. Assim, se alguém cancelar, você tem margem.

Divulgue seu trabalho:

  • Grupos de WhatsApp do bairro
  • Facebook Marketplace
  • GetNinjas (para serviços gerais)
  • Boca a boca (peça indicação para clientes satisfeitos)
  • Panfleto no mercado, padaria, igreja

Reajuste seu valor anualmente. A inflação existe. Se você cobra R$ 150 hoje e continuar cobrando isso daqui a 2 anos, você vai estar ganhando menos em termos reais. Todo ano, reajuste pelo menos pela inflação (6-7% em 2024/2025).

Invista em você:

  • Cursos da Switch App Lab: há diversos cursos voltados para trabalho no setor de Food service. Incluem cursos de atendimento, caixa, chapeiro, barista, auxiliar de padeiro e muito mais. Clique aqui para conferir.
  • Aprender algo novo que valorize seu trabalho (cozinhar além de limpar, pequenos reparos, etc.)
  • Curso gratuito online (SENAI, SENAC, Pronatec oferecem)

Seja profissional:

  • Chegue no horário
  • Vista-se adequadamente
  • Trate bem os clientes
  • Faça um bom trabalho
  • Clientes satisfeitos indicam você para outros

Erro 9: Não se planejar para períodos de baixa

Todo trabalho por diária tem sazonalidade. Tem época que é mais fraco: janeiro (todo mundo gastou no Natal), julho (férias escolares), dezembro (todo mundo viajou).

Se você não se prepara para esses períodos, quando eles chegam, você se desespera.

O que fazer:

Identifique seus meses fracos. Olhe para os últimos 12 meses e veja quais foram os meses que você trabalhou menos. Geralmente são os mesmos todo ano.

Nos meses fortes, guarde mais. Se você sabe que janeiro é fraco, em novembro e dezembro (que geralmente são fortes), guarde uma parte maior do que ganhar.

Tenha um “plano B” para esses períodos:

  • Freela diferente (vender doces, fazer faxina pesada pós-obra, etc.)
  • Usar parte da reserva de emergência (só se realmente necessário)
  • Oferecer serviço com desconto promocional para não ficar parado

Não entre em pânico. Se você se preparou nos meses anteriores, você aguenta a baixa.

Como organizar suas finanças trabalhando por diária: Passo a passo

Agora que você já sabe os erros, vamos reforçar e fechar o plano:

Passo 1: Calcule sua renda média mensal

Pegue os últimos 6 meses, some tudo que você ganhou e divida por 6. Esse é o valor médio que você ganha.

Passo 2: Liste suas despesas fixas

Tudo que você precisa pagar TODO mês, sem falta.

Passo 3: Separe o dinheiro assim que receber

A cada diária, separe imediatamente uma quantia para as despesas fixas. 

Passo 4: Crie sua reserva de emergência

Comece com a quantia que puder. Vá aumentando conforme conseguir. 

Passo 5: Controle tudo

Anote cada gasto, todo dia. No fim do mês, analise e ajuste.

Passo 6: Contribua para o INSS

Registre-se como MEI ou contribua como autônomo. Seu futuro agradece.

Passo 7: Não use crédito como renda

Cartão só se você já tem o dinheiro para pagar. Se não tem, não compre.

Passo 8: Reajuste e cresça

Todo ano, aumente seu valor. Busque mais clientes. Qualifique-se. 

Ferramentas práticas para você usar

Apps gratuitos de controle financeiro:

  • Mobills
  • Organizze
  • GuiaBolso

Onde guardar sua reserva (rende mais que poupança):

  • Caixinha do Nubank
  • Porquinho do Inter

Para se formalizar e contribuir com INSS:

  • Portal do Empreendedor (gov.br/mei) – para virar MEI
  • Meu INSS (app) – para contribuir como autônomo

Para negociar dívidas:

  • Serasa Limpa Nome 
  • App do banco (muitos têm renegociação direto no app)

Para encontrar trabalho:

  • Switch App Profissionais (clique aqui para conhecer)
  • Grupos de WhatsApp e Facebook da cidade ou do bairro
  • GetNinjas, Infojobs, Catho e similares

Conclusão: 

Renda variável exige organização redobrada.

Trabalhar por diária não é fácil. Você não tem a segurança de um salário fixo, não tem férias pagas, não tem 13º. Tudo depende do seu esforço, da sua saúde e da sorte de ter clientes.

Mas com organização financeira, dá para ter uma vida mais tranquila e menos estresse. Sem passar aperto todo fim de mês, ou viver no sufoco.

Lembre-se:

  • Organize-se com base na renda média, não no melhor mês
  • Separe dinheiro para as contas antes de gastar com outras coisas
  • Contribua para o INSS (você vai precisar no futuro)
  • Nunca use cartão de crédito como se fosse renda
  • Construa sua reserva de emergência aos poucos
  • Controle seus gastos (anote tudo)
  • Separe dinheiro pessoal de dinheiro do trabalho
  • Busque sempre mais clientes e melhore seu serviço
  • Prepare-se para os meses fracos

Seu trabalho é digno. Seu dinheiro merece respeito. E você merece ter tranquilidade financeira.

Comece hoje. Escolha uma coisa dessa lista e coloque em prática. Amanhã escolhe outra. Em 3 meses, você vai olhar para trás e ver a diferença.

Um dia de cada vez. Você consegue! 

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Eduardo Sampaio especialista

Eduardo Sampaio aprendeu cedo a importância de organizar o dinheiro. Depois de passar por dificuldades financeiras na juventude, decidiu estudar educação financeira de forma prática e acessível. Ao longo dos anos, ajudou amigos e familiares a sair das dívidas e a encontrar um caminho mais equilibrado nas finanças. Apaixonado por transformar temas complicados em explicações simples, escreve no blog Meu Dinheiro Certo para mostrar que qualquer pessoa pode ter mais controle sobre o próprio bolso. Sua missão é aproximar a educação financeira da vida real, sempre com exemplos claros, dicas práticas e uma linguagem que qualquer pessoa entende.